Novas frequências para a electronica

Existe novas frequências no ar, dizem por aí. Onde sons diferentes são ouvidos por tudo quanto é gente, dizem por aí. Como no alto uma montanha, onde a vista é ampla, se escuta o que antes acreditava não ser possível de captar.

Acreditem: este shangri-la musical está bem longe do mundo dos clubs noturnos onde, expostos a níveis estratosféricos de decibéis e à mercê de empresários irresponsáveis, multidões de jovens massacram seus pavilhões auditivos e estraçalham seus respectivos futuros – no que também pode ser chamado de genocídio sonoro.

Este novo universo é plano e existe, e reserva um número de fantásticas possibilidades tão grande como o de estrelas no céu. Nos últimos anos a indústria do entretenimento demonstra um violento movimento ao voltar seus ouvidos para a música eletrônica.

Ainda que em grande maioria na ficção-científica, os sintetizadores, as impressões espaciais e novas texturas vêm gentilmente se apresentando para o grande público.Já na década de 80 o maestro Vangelis compôs música eletrônica para Blade Runner, genial concepção noir-futurista de Ridley Scott que, permeada por mistérios orientais e subjetividades teóricas, é apontado por muitos como o maior sci-fi movie de todos os tempos.

O mestre das soundtracks John Williams, por sua vez, a experimentou em “A.I: Inteligência Artificial”, na fábula sobre o robozinho que podia amar.

Já em um exemplo recente, a fantasia high-tech “Tron – O Legado” demonstra a larga aplicação destas sonoridades a serviço da indústria de Hollywood.Em das cenas do filme vemos a dupla francesa Daft Punk nas pick-ups tocando para uma platéia de “programas”, que balançam suas estruturas robóticas ao som de sinfonias orquestrais computadorizadas. O resultado é visual e sonoramente exuberante.

O longa, produzida por nada menos que os estúdios Walt-Disney, criou uma nova cyber-linguagem e, apesar de ter sido considerada um fracasso de crítica, rendeu a indicação do Oscar de melhor mixagem de som – a única da película.

Na contramão da recessão, a tendência é essa curva seguir crescente para o mercado do áudio.

O ramo mais promissor, que cresce vertiginosamente, é a indústria dos games. Capitaneada por mega-corporações como Sony, os jogos forçaram a entrada em milhões de casas no mundo inteiro.

E os estúdios urgem por profissionais capacitados para atender com qualidade a demanda do mercado.

Emoção, fantasia, realismo e alta tecnologia como plataforma para novas experiências sensoriais ao grande público. É isso que estamos vendo, ouvindo e sentindo. Seja bem vindo à nova era.

http://soundcloud.com/hypetrak/daft-punk-tron-legacy-end-titles

Rodolpho Feijó é estudante de Engenharia e Produção de Áudio em Manchester, Inglaterra.

About rodolphofeijo

Rodolpho Feijó is an Audio Engineering & Production student at Futureworks - Manchester, England.

Posted on 02/04/2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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